“Os mansos Herdarão a Terra”: Quem Constrói Vai Vencer Quem Destrói.

                   Até Adis-Abeba tem metrô; se preferir: “chinês chegô” – o Império do Mal vai cair, e breve

11/06/2017

2015: a China (maior PIB do globo quando medido em poder real de compra, e não convertido a dólares) inaugura moderníssimo metrô na Etiópia (uma das nações mais pobres do planeta). Amanhece a Nova Terra, onde o mais forte vai ajudar o mais fraco, e não saqueá-lo.

Os mansos herdarão a Terra”, diz a Profecia, como todos sabem. Mas, fora do terreno místico, o que isso significa de fato, aqui no plano material? Isso poucos compreendem. Ainda mais nesse tempo de ignorância aguda, em que a “Cabala Escura” (“Illuminatis”) semeia a des-informação e a confusão através de seu domínio sobre a mídia e academia globais.

As Profecias vão se cumprir – quando genuínas, claro, e por isso o ‘P’ maior. Evidente que não estou dizendo que qualquer delírio que todo idiota fale com uma ‘aura mística’ artificial se tornará verdade. Aqui como em toda a parte é preciso separar o joio do trigo.

Mas as Profecias que têm valor Divino, cujos Profetas foram enviados pela Hierarquia, se materializarão, uma vez que é possível prever o futuro, mesmo entre os não-iniciados. Pois o ‘futuro’ do plano físico-denso já aconteceu em outras dimensões em que o tempo não existe. E quando a Mensagem vem dos Iniciados, é porque Deus Pai e Mãe quer que saibamos que será daquela forma. Será dessa forma, “os Mansos Herdarão a Terra”. E isso será um ‘milagre’?, o planeta passar do conflito pra cooperação entre os seres humanos. Se você quiser pode chamar assim. Mas não será nada sobre-natural, entenda a diferença. A mudança se dará pelas mãos, Mentes e Corações dos Homens e Mulheres aqui encarnados, e ocorrerá respeitando as Leis da Matéria (“Não vim quebrar a Lei, mas cumpri-la”). Entendamos que Deus Mãe e Pai é Oni-Presente.

A única conclusão possível é que a matéria também é Divina, também está impregnada em cada molécula pela Essência Maior. E cada Filho e Filha, cada Homem e Mulher da Terra, também é parte de Deus, é um representante do Criador nesse Plano. Portanto a Terra irá se purificar, mas não precisa que pra isso anjos se materializem no éter. Sim, o que se chamam ‘anjos’ irão descer a matéria – re-encarnado, e assumindo um corpo de carne e osso. E aqui, como encarnados, essas Grandes Almas, os Mestres da humanidade, na forma de Homens e Mulheres, irão dar o impulso que o planeta precisa. De forma natural e contínua, e não em grande arroubos sobre-naturais.

As imagens mostram sempre o sistema de transportes de Adis-Abeba, Etiópia. Todas as tomadas dessa matéria vieram do sítio Bus-Planet, visite a fonte. Os créditos não apenas estão mantidos como reforçados.

Isso já vem ocorrendo. O que irá ocorrer, já vem ocorrendo repito, é a ‘passagem de bastão’. A substituição de uma raça por outra como a Regente da Evolução. A Grande Raça Ariana cumpriu seu ciclo na Era de Peixes. Na Era de Aquário outra virá, esse processo é permanente e natural, repito, já estamos finalizando a 5ª grande raça da humanidade. O que chega ao final é a Civilização Ariana, que teve em sua sub-raça Normanda (euro-ianque) seu ápice. Fim de uma Civilização não é o fim do planeta.

A partir da segunda metade desse milênio estará plenamente implantada a Sexta Raça. Mas antes disso haverão dois períodos de transição, um maior e outro menor. O maior está ainda germinando, o menor está em pleno vapor. Quais são eles? A transição maior pra Sexta Raça, virá na forma da “Raça Americana”, e antes disso, como ‘transição pra transição’, o Poder material da Terra será transferido do Atlântico Norte (EUA/Europa do Oeste) pra Eurásia (China, Índia, Coreia, Japão [caso consiga independência política dos EUA], processo que terá participação da Rússia).

América é um continente, não um país, não preciso te lembrar. Os naturais dos EUA são os ‘ianques’ ou ‘estadunidenses’, pois em Espírito os EUA são ainda europeus. Na Verdade a “Raça Americana” se refere aos Latino-Americanos, e é também uma sub-raça, a última sub-raça da Raça Ariana. E por ser a última, já é a transição de 5ª pra 6ª Raça, assim mescla características de ambas. A sub-raça Americana está em formação a meio milênio (lembre-se, pro Logos ou Gaia isso é apenas alguns meses de trabalho), e eclodirá de forma plena apenas no século compreendido pelo período 2075-2175. Antes disso, de 2020 (no máximo 2025, a partir de 2030 de forma plena) ao fim desse século, re-emergirá um breve período euro-asiático, liderado pela China que será auxiliada pela Rússia (tanto chineses quanto russos são lemurianos, os chineses plenamente, os eslavos são a transição entre Lemúria e Ariana. Assim a Terra reviverá brevemente a recapitulação do período lemuriano antes de vir o Novo).

Da parte ‘mística’ já deu. Vamos falar agora de como tudo isso vai se desdobrar a matéria. De como vão surgir o ‘Novo Homem e Nova Mulher’, que serão brandos e pacíficos pois já terão feito o ‘Casamento Místico’ interno. E eles herdarão a Terra Purificada, na Verdade eles a Purificarão. Esse processo já está em andamento.

É simples de entender: quem constrói fatalmente vai vencer quem destrói. Quem é que destrói? Os EUA e seus satélites da Otan; Quem é que constrói? A China. Quem é que será a primeira potência em termos políticos e econômicos já a partir de 2025, e muito mais de 30 em diante? Não resta qualquer dúvidas que será a China.

Nos primeiros meses os chineses conduziam os trens, os africanos iam ao lado como treineiros. Após pouco tempo os próprios etíopes assumiram o posto. Ou seja, a China não doa apenas infra-estrutura, mas também conhecimento.

As fotos dizem tudo, eu não preciso dizer nada. A Etiópia é um dos países mais pobres do mundo, como é sabido. No entanto, por fazer parte da “Nova Rota da Seda” Chinesa (“Uma Rede, Uma Rota – U.R.U.R.” na sigla em português, ‘OBOR’ em inglês) sua capital Adis-Abeba desde 2015 conta com um moderníssimo metrôconstruído pela China, claro. Enquanto a vizinha Somália foi destruída pelos EUA em uma série de intervenções que começou em 1992 (‘Falcão Negro em Perigo’) e se intensificou a partir de 2006.

Isso é só a micro-escala, uma gota no oceano. A re-construção do planeta, pela China e aliados, vai muito além do metrô etíope. Assim como a destruição e morte em escala também global por parte de EUA e seus asseclas vai muito além do genocídio somaliano. A longo prazo, qual dessas estratégias triunfará? Creio que a resposta seja óbvia pra todas as pessoas que não têm a mente lavada pela ‘Estrela de 6 Pontas’.

……….

Eu sou busólogo. Isso quer dizer que estudo ônibus e transporte urbano em geral ao redor do planeta. Já havia visto fotos dos ônibus etíopes antes da intervenção chinesa. Cara, o negócio era de dar dó. Os busões caíam aos pedaços. Literalmente, não é modo de falar. Era exatamente o estereótipo que muitos têm da África: 4º mundo total, o negócio beirando a pré-história.

Agora, bicho, quanta diferença. Primeiro, a China implantou esse metrô moderníssimo – praticamente sem custos pra Etiópia, que nem poupando seus parcos recursos por um século poderia arcar com essa belezura, acabou ganhando por camaradagem.

Não se restringe ao metrô, a modernização abarcou também os ônibus. Eu sou busólogo, estudo os sistemas de transporte urbanos ao redor do mundo. Já conhecia como eram os ônibus da Etiópia antes da intervenção chinesa. E, bem, sinto vergonha de mostrar mas é preciso pra comparar: os ônibus de Adis-Abeba eram assim, caindo aos pedaços. Literalmente, não é modo de falar.

Segundo, não se restringe ao metrô. A China também entregando moderníssimos ônibus a Etiópia, incluso articulados, com direito a letreiro digital.

Terceiro, esse metrô (na verdade um V.L.T. – Veículo Leve sobre Trilhos ou ‘Bonde Moderno‘) e ônibus novos são apenas um troco, um pequeno espólio, do investimento que a China faz no país:

A China, como dito, integrou a Etiópia ao URUR/Rota da Seda. Criou um moderno parque industrial nos subúrbios de Adis-Abeba. Desde que a Eritreia se tornou independente em 1993, a Etiópia não tem mais saída pro mar. Pois bem. A China construiu também um moderno porto no vizinho país chamado Djibuti, e uma moderna ferrovia trans-nacional ligando o porto djibutiano ao polo industrial etíope.

Por exemplo. Esses busos novos que circulam hoje em Adis-Abeba são produzidos por uma corporação chinesa. Mas a fábrica fica localizada em solo etíope, gerando renda e de uma certa forma transferindo tecnologia pra Etiópia. O mesmo vale pras pessoas que trabalham nos trens.

Veja nas fotos que a princípio técnicos chineses operaram as composições. Mas a seu lado estavam os etíopes como aprendizes. 2 anos depois (escrevo em junho.17) certamente os maquinistas locais já assumiram a boleia. Está evidente que a China transferiu o ‘saber-fazer’, ensinou a uma nascente classe de africanos uma profissão técnica. Mesmo quem não tem tanta qualificação foi trabalhar com carteira assinada em diversas outras profissões nas estações: guardas, equipe de limpeza, bilheteria. Notamos nas imagens que boa parte do pessoal empregado nas estações é do sexo feminino, inclusive policiais. Portanto a China vem permitindo as várias Mulheres africanas terem um emprego estável e bem pago pros padrões locais.

Mas tem muito mais. Considere que a URUR se concentra na Ásia. Ela vem se expandindo e abarcando também Europa, África e América. Mas o grosso de suas operações é na Ásia. Nada mais natural. O poder tecnológico global se concentra cada vez mais nesse continente, semente essa que foi lançada pela modernização do Japão no pós-segunda guerra. Porém o Japão tem diversas restrições que impedem seu desenvolvimento como super-potência. Primeiro, está ocupado por mais 30 mil soldados ianques, na verdade foram os EUA quem escreveram sua constituição. Segundo, o Japão é uma ilha muito pequena, carente de recursos naturais.

A China saiu atrás na corrida tecnológica, mas vem recuperando o atraso rapidamente. Atualmente a China já superou os EUA em super-computadores, tanto em qualidade quanto quantidade. E também já produz mais estudos científicos que os ianques. A China não é colônia estadunidense, e tem um território vasto rico em minérios. Lhe falta petróleo, mas já veremos como ela fez pra suprir sua deficiência sem ficar nas mãos dos árabes/EUA. O primeiro passo foi se aliar a Rússia, com quem tem grande fronteira – portanto imune a ação da marinha dos EUA. Os ianques, pro seu grande desespero, não podem fazer nada pra impedir o livre intercâmbio entre China e Rússia. Esses dois gigantes enfim entenderam que os EUA não admite a emergência de países independentes de fato, e por isso se uniram. Ao fazerem isso, se tornaram uma super-potência, pois são em muitas dimensões complementares:

Reforçando mais uma vez: antes da China intervir, assim era o transporte público na Etiópia. Ainda tinha que melhorar muito pra ser ‘lamentável’.

A Rússia tem amplo território forrado de recursos minerais, inclusive petróleo e gás natural, que faltam a China. A Rússia possui avançadíssima tecnologia militar, e também, por ser um país de raça branca, grande desenvoltura pra peitar os EUA/Europa Ocidental/Otan nas arenas política e midiática globais.

E ela de fato assumiu a linha de frente na batalha global pela informação. Lançou sítios em inglês que têm cada vez mais audiência em todos os continentes, assim se contrapondo a ‘Estrela de 6 Pontas’ sediada nos EUA. Igualmente a Rússia é enorme produtora de alimentos, ultimamente ela baniu os transgênicos, o que fez com que se tornasse uma das maiores exportadoras de grão, pois há grande mercado pra comida não contaminada pelas aberrações da Monsanto, Cargill, Bayer e cia.

Óbvio que Rússia e China têm problemas. Mas sua união de forças neutralizou boa parte de seus pontos fracos. Vejamos: a China tem gente demais e terra fértil de menos. Com a Rússia ocorre o oposto, devido a baixa taxa de fertilidade entre a raça branca, assunto sobre o qual já me ocupei com detalhes. Naturalmente saiu ‘casamento’. Primeiro, a Rússia tem arrendando milhões de hectares na Sibéria pra agricultores chineses.

Segundo, os EUA pra tentarem dobrar a Rússia impuseram sanções unilaterais ao arrepio da lei. Oras, a Rússia contra-atacou banindo a importação de alimentos da Europa. Isso reviveu o setor agropecuário russo, que de importador passou a auto-suficiente e logo a seguir exportador de comida, movimento que coincidiu com o banimento dos transgênicos, potencializando o salto. Um de seus maiores compradores é justamente a China. Além disso, os EUA calcularam, erroneamente, que a Rússia faliria sem ter pra quem exportar seus recursos energéticos – caso fosse imposta nova ronda de sanções, pois pelas que estão em vigor o fluxo de gás natural e petróleo pra Europa Ocidental não foi cortado, já que não há quem substitua o fornecimento. Caso os EUA consigam trazer pra Europa hidrocarbonetos de outras fontes (notadamente o Catar) aí sim eles embargarão também os recursos energéticos russos.

De qualquer forma a Rússia já fechou também esse canal de chantagem. Por outro lado, como antes a China dependia demais do Oriente Médio pra importar petróleo, e o transporte é marítimo por vias que os EUA podem interromper militarmente quando queiram, a China também estava na mão dos estadunidenses. Mais uma vez russos e chineses olharam sua enorme fronteira comum e decidiram unir forças. A China, que tem dinheiro de sobra e energia em falta, assinou um acordo pra comprar na próxima década 300 bilhões de dólares em petróleo e gás natural russos. Assim ambos ficam imunes a pressão dos EUA. A Rússia garantiu mercado, a China assegurou o fornecimento.

“Chinês Chegô”, tudo mudou pra melhor. Modernos articulados com painel eletrônico. Tem mais: de uma fábrica de capital chinês, mas produzidos na Etiópia. A China não apenas dá o peixe, ela ensina a pescar. Os chineses construiram um parque industrial na Etiópia, e uma ferrovia até o porto no Djibuti, que a própria China também modernizou. Assim a Etiópia se tornou exportadora de produtos manufaturados. A apenas uma década isso seria um sonho impossível, mas com a mão da China é possível. Da água pro vinho, das trevas a Luz, das lutas a Paz.

Tem mais: falei em ‘dólares’ só como referência. As transações comerciais de China e Rússia, entre si 100% e sempre que possível com outras nações também, não são mais conduzidas em dólar, e sim nas moedas locais. Não é difícil entender o porque da adoção dessa estratégia:

A moeda ianque não tem qualquer lastro, desde que Nixon em 1971 eliminou a paridade com o ouro. O que garante o dólar é Pentágono, com suas mais de mil bases militares em mais de 100 países. Por sua vez, o que permite aos EUA gastar mais de um trilhão de dólares por ano em armas é o fato que o dólar é a moeda global. Ou seja, um alimenta o outro, o dólar garante o Pentágono, o Pentágono garante o dólar.

Portanto pra eliminar o poder dos EUA, ou você quebra o Pentágono, ou quebra o papel do dólar como moeda global. Obviamente se você atacar os EUA militarmente eles reagirão, e essa guerra extinguirá a vida na Terra. Por isso o que a China e Rússia fazem? Não usam mais o dólar em trocas comerciais, como dito acima. Entre elas em definitivo, e cada vez persuadem mais outros países a fazerem o mesmo. Assim que a demanda por dólar vier abaixo, seu poder como moeda mandatória global de troca despenca junto. Por consequência o Pentágono também perderá sua força.

China e Rússia vem replicando a estrutura de poder dos EUA/Europa, assim se tornando países independentes de fato, e permitindo a outros terem mais opções. Elas agora têm sua própria versão do Banco Mundial, pra financiarem seus projetos e de terceiros sem depender dos banqueiros da Rua do Muro em Nova Iorque e da ‘Cidade’ de Londres. Estão criando também seu próprio ‘Banco Central’ mundial. Pra quem não estudou economia, todos os países do mundo têm seus bancos interligados a uma rede, pra poderem fazer transações internacionais.

Moderno painel de controle do VLT.

Pois bem. Essa rede é controlada pelos EUA. Assim quando quer pressionar alguém o Império Ianque exclui uma nação da rede. De forma que o alvo dessa ação fica como os ‘intocáveis’ da cultura hindu: um pária internacional, não pode trocar dinheiro com ninguém, obviamente portanto não pode exportar nem importar nada exceto recorrendo ao mercado negro, cujas taxas pagas aos atravessadores são exorbitantes. Recentemente os EUA usaram dessa torpe artimanha contra o Irã. Entretanto, quando a rede paralela sino-russa estiver a todo vapor, isso não ocorrerá mais.

Entenda que ela não será mutuamente excludente, os países poderão fazer parte de ambas, a ocidental que já está consolidada, e a oriental que corre paralela. Não será preciso romper com os EUA, mas também não mais será preciso ser colônia dele. Assim os EUA perderão o poder de impor sanções unilaterais, o que eles fizeram contra Irã, Cuba e outros, caso os governos não sigam obedientemente as suas ordens pra entregar todo patrimônio e erário nacionais nas mãos das corporações euro-ianques e FMI.

Agora a melhor parte: o re-erguimento da Etiópia não é um projeto isolado, uma bênção que por acaso beneficiou somente essa sofrida nação do ‘Chifre da África’. Ao contrário: foquei na Etiópia porque é talvez o exemplo mais cristalino da mudança, mas tudo que vemos aqui é somente uma engrenagem de um projeto global, a “Nova Rota da Seda”. O mapa é em inglês, mas mesmo quem não entende esse idioma irá captar pela linguagem visual.

China e Rússia também têm sua própria rede de GPS, não-interligadas aos computadores espiões da CIA. Suas comunicações pela internet, ao menos o que for relevante comercial e politicamente, não passam pelos cabos e servidores controlados pelos EUA, pra assegurar que os governos e corporações dessas duas nações euroasiáticas conversem sem que os super-computadores ‘1984’ da N.S.A./C.I.A. escutem e gravem tudo em tempo real.

Russos e chineses têm seus próprios satélites no espaço, assim não ficarão no escuro em caso de conflito armado contra os EUA. Ademais, doam satélites pra países de 3º mundo. Por exemplo, a Bolívia também tem seu próprio satélite, de fabricação chinesa. Assim essa pequena e mediterrânea nação sul-americana nossa vizinha agora é nesse campo imune a chantagem estadunidense de “faça como eu mando ou…”. Pois pra quem quem não dispõe desse privilégio, os EUA podem quando queiram desligar a internet de um país inteiro, o que eles fizeram com o Iraque em 2003 antes de sua invasão.

Mas é na indústria, na produção pesada, que a liderança chinesa se torna mais evidente. Quem conhece história sabe: como os EUA e Europa do Oeste enriqueceram e se tornaram potências, no fim do século 19 e começo do 20? Com indústrias e ferrovias. E o que EUA e Europa fazem atualmente? Se desindustrializam (com a parcial exceção da Alemanha), e no caso dos EUA não investem mais em ferrovias.

E o que a China faz? Investe pesado em indústrias e ferrovias. O projeto chinês URUR é pouco comentado na mídia capitalista, que repete no mundo todo as “notícias” escritas nos escritórios da CIA. A razão é óbvia. O URUR vai pôr o poder dos EUA a pique. A China enriquece sendo no século 21 a ‘fábrica do mundo’ e interligando toda Ásia, Europa e em menor medida África com ferrovias modernas.

Você sabia que a China já tem mais da metade da rede férrea de alta velocidade (“trem-bala”) no mundo? A outra (pouco menos da) metade está distribuída entre Europa Ocidental e Japão. Quantos quilômetros de Trens de Grande Velocidade (T.G.V.) têm os EUA? Zero. Sim, zero km desse modal mais moderno. Enquanto a China conta com mais de 50% do total mundial.

O Exército do Povo Chinês é somente pra defesa, e não pra agressão. Veja, nem mesmo Taiwan a China ocupou militarmente, prefere a negociação, isso que não resta dúvidas que Taiwan era parte da China até a década de 50, e que seria ‘brincadeira de criança’ re-ocupar a ilha caso a China desejasse. Se Israel ocupou a Cisjordânia em 6 dias, a China levaria 6 horas pra tomar posse de Taiwan, fosse sua vontade. Mas a China opta sempre pelo diálogo pra fazermos justiça, o Tibete é exceção. Ali a realmente a China ocupa e não negocia, não tapo o sol com peneira. Mas comparemos: a China ocupa um país estrangeiro. Os EUA têm bases militares em mais de 100 países. Bem diferente, não?

A China tem hoje as duas maiores redes de metrô do mundo, nas suas capitais política e econômica Pequim e Xangai. E ambas se expandem em ritmo impressionante. O metrô de Xangai é de 1993. Em menos de duas década e meia saiu do zero pra 600 km, maior que Tóquio, Nova Iorque, Paris, Berlim, Londres. Pode escolher, Xangai vence todos, é o maior do mundo como dito.

O segundo maior é Pequim, com mais de 500 km. Em 2013 era o maior do mundo, perde agora pra Xangai, mas até 2020 promete ser o maior de novo. Aliás, dentro de 3 anos tanto Pequim quanto Xangai terão mais de mil km de metrô cada uma. O metrô de Pequim é dos anos 60, mas das 16 linhas 12 foram feitas nesse milênio.

É tanta expansão ferroviária que o território chinês se tornou pequeno. Estão em projeto/construção e em alguns casos já em operação ferrovias de altíssima velocidade ligando a China a Cingapura (passando por toda Indochina), ao Paquistão, ao Irã, a Europa via Rússia, pra citar apenas as maiores. Vizinhos da China como Nepal e Mongólia também estão sendo integrados.

Outra vertente do URUR é a marítima. O comércio naval da China ainda passa basicamente pelo Estreito de Málaca, na Indonésia, que é controlado pela marinha ianque. Portanto, repetindo o que já foi falado, os EUA podem sufocar a China em caso de divergências. Os Canais de Suéz (no Egito) e do Panamá também estão sob jugo dos EUA.

O que forçou a China a achar alternativas, integrando os modais de trem e navios. Na América, China e Rússia vem construindo o Canal da Nicarágua, paralelo ao do Panamá. Quando concluído, os EUA não terão mais o monopólio de determinarem quem pode cruzar do Atlântico pro Pacífico e vice-versa sem ter que contornar o distante Estreito de Magalhães na Terra do Fogo, quase no Polo Sul.

Na Ásia, aliada a rede de ferrovias e gasodutos a China vem construindo/ampliando portos em todo continente. Myanmar (antiga Birmânia), Tailândia, Paquistão e Irã já firmaram acordos de cooperação. A China amplia portos desses países e em terra constrói os canais de transporte (seja em trilhos ou dutos) pra levar/trazer os produtos pra seu território. Sempre é bom ter várias opções pra se a CIA com suas ‘revoluções coloridas’ fizer uma operação de ‘mudança de regime’ em algumas dessas nações a China tem outras cartas na manga.

Além do Irã, Paquistão, Tailândia, Indonésia, Myamnar, Mongólia, Nepal, diversas repúblicas ex-comunistas da Ásia Central e mesmo as Filipinas (até pouquíssimo tempo atrás colônia ianque em tudo exceto no nome) vem aderindo ao projeto chinês de portos e ferrovias, em graus variados de entusiasmo, uns já abraçaram com tudo, outros se mantém receptivos a negociações e se integrarão mais conforme mais frutos apareçam.

Interior do trem: climatizado, limpo, seguro, pontual, bem-sinalizado, organizado, como os africanos merecem, mas estava lhes sendo negado. Não mais. É a Nova Terra que amanhece.

Israel já foi também sondado. O país hebraico tem duas costas, a principal no Mediterrâneo, mas, isso é o que interessa a China, um pequeno litoral no Mar Vermelho. Na fronteira com a Jordânia e não longe da Arábia Saudita e Egito há a cidade litorânea israelense de Eilat. A China pretende modernizar esse porto, e construir uma ferrovia/gasoduto até os portos do Mediterrâneo, cruzando Israel, e dali a mercadoria segue via marítima ou terrestre pros demais países mediterrâneos.

Com isso cria-se uma alternativa ao Canal de Suez. Como o Sul de Israel, no Deserto de Neguev, é disparado a parte mais pobre do país, é evidente que não há motivos pra recusar um grande investimento em infra-estrutura (gerando muitos empregos) onde é mais necessário. Isso na arena econômica. Politicamente as coisas são mais complicadas, vamos ver se os judeus e orientais se entendem e batem o martelo, eu diria que as perspectivas são boas.

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Esses dias um camarada me mandou um texto sobre o URUR, assunto que estudo intensamente pois ele será a mola-mestra que porá o Império do Mal Ianque abaixo. Porém o material que chegou (não escrito por esse colega, e sim ele enviou somente a ligação) era de péssima qualidade, o autor repetia a lavagem cerebral euro-estadunidense. Respondi no mesmo tom, ‘como veio vai’. E enviei a ligação de um cara que esse sim entende muito do projeto URUR, e escreve com propriedade. Trata-se de um estadunidense, Willian Engdahl:

http://journal-neo.org/author/william-engdahl/

Agora um brasileiro de nascimento que se converteu um peregrino pelo mundo, já tendo morado em diversos continentes, Pepe Escobar.

https://sputniknews.com/authors/pepe_escobar/

http://www.atimes.com/writer/pepe-escobar/

Um ianque e um brasuca, como dito. Mas que publicam em sítios russos e chineses.

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Ademais, como dito, a China estende o projeto pra África. Na Etiópia já está funcionando, melhorando inclusive a rede de transporte urbano da capital. A Ilha de Madagascar foi convidada a aderir.

Maquinista chinês, situação temporária que já deve ter se encerrado. As estações são limpas e seguras, sempre bem policiadas. Tem mais: veja que a policial da esquerda é Mulher.

Eu estive na África, e comprovei com meus próprios olhos: a África já é da China. A primeira cena que vimos no continente negro foi o anúncio de um banco de capital local, no Aeroporto de Joanesburgo. Mas a seguir um anúncio gigante, cujos painéis emendados somavam dezenas de metros, do Banco da China. Cara, todo o trajeto entre o ‘dedo’ de desembarque do avião e o posto da PF local era decorado pela China, não havia outro anúncio além desse. Sinal evidente de quem está se tornando o maior parceiro comercial da África. Há outras provas, irei publicando elas ao poucos, você pode acessar as matérias sobre a viagem nessa ligação.

A África do Sul, que foi a nação que visitei, é mais desenvolvida, foi colonizada por Normandos (Norte-Europeus, nesse caso específico especialmente ingleses e holandeses, mas também alemães e franceses) e por isso com mais laços com a Europa. As nações mais pobres da África, entretanto, eram território virgem, e que portanto foram arrebatadas com tudo pelo Dragão Chinês. Nos confins africanos, por exemplo, as pessoas se locomoviam a pé ou espremidas as dezenas nas carrocerias de caminhões. Ou seja, com extremo desconforto, lentidão e/ou risco a vida. Dezenas de milhões delas, entretanto, migraram pra motos baratas chinesas.

Sim, é isso. Pra uma multidão de negros, a China representa o Portal que lhes deu passagem pra apreciarem pela primeira vez o conforto e rapidez do transporte motorizado individual. De forma inédita o fundão da África é tratado como gente, e não mais como gado. E não se resume ao fornecimento de motocicletas. Por toda África, em seus 4 cantos, quem constrói hospitais e toda rede de infra-estrutura? A China.

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Que Belezura! Moderno metrô, modernos ônibus com painel eletrônico, esses últimos feitos na Etiópia. Agora Adis-Abeba tem articulados, a maioria dos países da África não conta sequer com ônibus não-articulados de tamanho normal, seus sistemas de transportes urbanos ainda são com vans, moto-táxis, micro-ônibus e mesmo gente na caçamba de caminhões. Não para por aí: veja os prédios modernos em construção ao fundo, essa tomada é perto do Centro.

Amigos, é certo que a China não faz tudo isso por altruísmo. É óbvio que ela também visa seu próprio lucro ao investir em outros países. Já vai longe a época que a China dispunha de excesso de mão-de-obra barata e não-qualificada. O tempo passou, a China adquiriu dinheiro e tecnologia. A urbanização, maior acesso a educação e ‘política do filho único’ aburguesaram a China, portanto diminuindo o excedente de ‘exército industrial de reserva’, que se dispunha a trabalhar em qualquer serviço, não importa o quão precário, por qualquer salário, não importa o quão mirrado.

Centenas de milhões de chineses emergiram a classe média. E hoje querem ir como turistas ao estrangeiro, e não se matar de domingo a domingo num emprego insalubre e mal-pago. Não é o mesmo que você deseja pra si mesmo e seus familiares? Os chineses também são humanos, e também querem conforto se isso lhes for ofertado.

Em boa parte da África, entretanto, a miséria é rampante. Assim, a instalação de um parque industrial e de uma moderna rede de transportes, tanto urbana quanto internacional, é muitíssimo bem vinda. Centenas de milhares de etíopes vivem melhor depois da intervenção chinesa em seu país. Agora eles têm oportunidade de renda estável, e de acesso a educação. A China está propiciando a formação de uma classe operária, que muitas nações africanas ainda não haviam tido. Não é pouca coisa.

Os operários etíopes das fábricas e trens trazidos pela China ganham pouco? Depende do ponto de vista. É notório que seus salários são muito menores que o dos operários da Europa e da própria China. Certamente assim é. A China não deslocaria seu parque industrial pra outras nações e continentes se isso não lhe trouxesse economia. No entanto, considere o que era a Etiópia antes. Poucos empregos formais. A China, repito, trouxe pra uma multidão carteira assinada e acesso a qualificação profissional. Tudo isso gera um ciclo virtuosos de desenvolvimento, breve os próprios etíopes acumulam capital (financeiro e de conhecimento) e começam seus próprios negócios, uma coisa puxa a outra.

Agora na periferia, a mesma coisa: a implantação desse metrô gerou também uma explosão no ramo da construção civil.

Por que muita gente não sabia do parque industrial e ferrovia que a China fez na Etiópia e Djibuti? Porque quem investiu ali, a parte da própria China, foram corporações também orientais, da Índia, Turquia, Arábia Saudita e igualmente de outros países da África. Portanto gerou desenvolvimento pro Leste e Sul do mundo, e não mais pro Oeste e Norte, que eram acostumados a ganhar sempre, e muitas vezes por vias desonestas como as sanções, embargos e apagões virtuais que os EUA fazem, pra não citar suas intervenções militares e golpes de estado da CIA/Pentágono.

A questão é que a China não visa somente a seu próprio lucro. Ela propõe negócios que também são bons pra outra parte. A Etiópia é o exemplo máximo. Basta você ver como era o transporte coletivo na capital. As imagens falam por si mesmas. A China constrói. Por altruísmo, pura e simplesmente? Certamente não. A China lucra. Mas os países que ela intervém também lucram.

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E os EUA, o que fazem? Os EUA destroem. Pepe Escobar, a quem eu citei e dei a ligação acima, apropriadamente apelidou os EUA de ‘Império do Caos’. A Inglaterra e França foram extremamente cruéis na construção e manutenção de seus impérios. Mas ao menos elas implantaram uma rede de infra-estrutura básica nas ex-colônias. África do Sul, Egito e Índia, por exemplo, têm extensa rede ferroviária, e boa parte herança inglesa.

Os EUA, por comparação, fazem Inglaterra e França parecerem santas. Os EUA nada constroem nos países que eles chegam, ao contrário, seu poder se baseia em desmantelar o estado, implantando guerras civis de ‘todos contra todos’. Já escrevi com detalhes como isso se deu na Colômbia. Como exemplos mais recentes, veja a Líbia, Iraque e Síria. Os 3 tinham regimes laicos. Certamente eram ditaduras, não vou idealizar Gaddafi, Saddam e Assad. Mas eram países que não promoviam limpezas raciais, os diferentes grupos religiosos/étnicos/linguísticos conviviam em paz, e onde as Mulheres podiam estudar e levarem vidas independentes.

Centro. (Até Adis-Abeba tem metrô. É só mesmo Curitiba que não tem . . .)

Com as intervenções dos EUA (vitoriosas na Líbia e Iraque, e sangrenta mas ao fim repelida na Síria) a situação regrediu, e muito. Onde os grupos de ‘jihadistas’ tomaram o poder, implantou-se o caos: sequestros, torturas, execuções em massa, retorno da prática bizarra da crucificação em pleno século 21, volta de epidemias já extintas, opressão total a Mulher, destruição completa da infra-estrutura estatal tanto física quanto política. Mais de 2 milhões morreram apenas nessas guerras, mais de 20 milhões se tornaram amputados/refugiados internos ou externos/viúvas(os), órfãos.

Em menor escala, a Europa tampouco foi poupada. Os EUA retalharam a ex-Iugoslávia ainda nos anos 90. Vários dos regimes que surgiram nos novos países criados pelas guerras ianques hoje são comandados por máfias que vivem do tráfico de drogas, armas, órgãos e pessoas. Por exemplo o Kosovo, que como se sabe está sob o jugo duma ‘guerrilha’ chamada ‘ELK’ (‘Exército de Libertação do Kosovo’). Na verdade trata-se de um comando da Máfia Albanesa. Já nesse milênio a Ucrânia teve o mesmo destino, e agora é conhecida como “a Somália que neva”.

Periferia, sempre novos prédios sendo erguidos ao lado da linha. Esse metrô levou a Etiópia a um espiral positivo de desenvolvimento, e essa é a intenção da China.

Apenas de 98 pra cá os EUA já bombardearam Sudão (que depois foi partido, criando uma das guerras civis mais sangrentas do planeta), Iraque (inclusive com napalm, escrevi sobre isso a época, depois a ‘Estrela de 6 Pontas’ acusa Assad de usar armas químicas, mas os EUA usaram napalm contra a indefesa cidade de Faluja, e ninguém falou nada – veja nota abaixo), Afeganistão (a mais longa guerra ianque, quando escrevo já são 16 anos [2001-2017] e sem dar sinais que vai acabar), Paquistão, Iêmem (depois também dilacerado por armas ianques manejadas pela Arábia Saudita), Somália (com incursões no vizinho Quênia), Palestina (os EUA fornecem as armas e a cobertura política, Israel ‘põe a mão na massa’), a lista é longa. Nem vou citar intervenções ‘menores’, como os golpes de estado em Honduras e Paraguai (sobre o último já escrevi em outra parte).

(Nota sobre o macabro episódio em que o exército ianque despejou napalm na cidade iraquiana de Faluja: tecnicamente eles vão dizer que não foi ‘napalm’, e sim ‘fósforo branco’ que foi usado. Trata-se de mais uma mentira da CIA/mídia capitalista [que são um e o mesmo]. Tanto napalm quanto fósforo branco são armas químicas que têm idêntica fórmula, com a única diferença que napalm é feito com gasolina e fósforo branco com querosene. Oras, gasolina ou querosene, ambos são combustíveis derivados do petróleo. O resultado final é o mesmo, os tristes infelizes sobre quem essa monstruosidade é despejada são queimados vivos – e se você molhar [a reação instintiva de quem está sendo queimado] a queimadura se agrava. Assim, mudado o nome e um ingrediente por outro que tem exatamente o mesmo efeito, a verdade não muda: em pleno século 21 os EUA queimaram a população civil de uma cidade [Homens não-combatentes, Mulheres, velhos, crianças] com napalm, como eles haviam feito com os coreanos e vietnamitas nas décadas de 50 a 70 do século passado. Repito a advertência: lembre-se desse fato quando ‘Estrela de 6 Pontas’ [braço de comunicação da CIA] acusar Assad ou qualquer outro de ‘usar armas químicas‘. A CIA/Pentágono/Rua do Muro/mídia lá sediada são a ‘Epítome do ‘Mal’, são a ‘Perfídia Infinita’, o ‘Anjo da Morte’, ou se preferir simplesmente o ‘Império do Mal’.)

Os EUA gastam mais de um trilhão de dólares por ano em armamentos. Nisso se incluem o orçamento do Pentágono, do Departamento de Segurança Interna (um nome orweliano, que quando adotado fez os europeus que tinham idade suficiente se lembrarem da Stasi, SS e KGB), da CIA (esse é secreto, só há estimativas), das ‘ajudas’ militares a outros países (os maiores ‘beneficiários’ são Israel, Egito e Colômbia, na verdade o dinheiro nem sai dos EUA, pois é preciso gastá-lo comprando armas do próprio EUA, assim é uma jogada entre o governo e fabricantes bélicos, os países ‘beneficiados’ entram só de laranja), as ocupações do Iraque, Afeganistão, partes da Síria, etc, as mil bases em mais de 100 países, etc, etc, etc.

São duas linhas, uma tem os trens em verde . . .

A lista é longa, repito porque é evidente. Tudo somado, 1 trilhão de dólares, com ‘t’, por ano. O famoso ‘complexo industrial-militar’ que o ex-presidente Eisenhower (ele mesmo general 5 estrelas do exército ianque) alertou.

Amigo, faça a conta. 1 tri por ano dá quase 2,8 bilhão de dólares por dia, contando fim-de-semana e feriados. 114 milhões de dólares por hora. Quase 2 milhões de dólares por minuto. Sim, dois milhões de dólares a cada 60 segundos.

O tempo que você leva pra ler o parágrafo o complexo industrial-militar sugou dos cofres públicos ianques capital suficiente pra comprar um prédio inteiro de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Em apenas uma semana eles poderiam comprar toda a cidade do Rio de Janeiro, e em pouquíssimos meses todos os imóveis do Brasil, do Oiapoque ao Chuí. E esse fluxo financeiro incalculável se mantém constante 24 horas por dia, 365 dias por ano (e 366 nos bi-sextos). É muita, mas muita grana que sai de do bolso de muitos pro cofre de muito poucos. Pense num esquema de ‘Robin Hood ao contrário’, imagine um Tio Patinhas em carne-&-osso, literalmente nadando em dinheiro, enquanto bilhões pelo planeta apenas sobrevivem (inclusive cerca de 50 milhões de pessoas dentro do próprio EUA), e muitas dezenas de milhões mundo afora nem isso, morrem por falta de alimentos, água potável, saneamento básico, agasalhos e remédios simples e baratos, tudo isso já deveria estar universalizado.

. . . e a outra em azul.

Vamos ser claros. Os EUA transferiram sua base industrial pra fora, e importam quase tudo que consomem, notadamente da própria China. Os EUA hoje só produzem armas. De todos os produtos industrializados pra uso civil – tudo que você possa pensar, de celulares a canetas a computadores a carros a remédios a brinquedos a roupas, enfim qualquer coisa – só existe um item que os EUA exportam mais que importam: aviões.

Eu disse produtos de uso civil. Porque armas de destruição em massa os EUA são disparados os maiores exportadores globais. Eles exportam mais aviões civis que importam porque oras, são as mesmas fábricas que produzem tanto aviões civis quanto os de guerra. Como os EUA têm uma indústria aeronáutica bélica fortíssima, isso acaba respingando um pouco na aviação civil, daí esse único item que eles têm superavit. O único, entre milhares de produtos industriais catalogados, de camisetas a caminhões pesados.

A Ambev quer que você tome mais refrigerantes e cerveja. A Rede Globo quer que você veja mais televisão. A CBF quer que você passe maior tempo acompanhando a Seleção Brasileira. Eu, esse Humilde Mensageiro, quero que você passe bastante tempo acompanhando blogues na internet, assim lerá mais textos que eu produzo.

Duas linhas por enquanto. O sistema está em constante expansão. “Ritmo Chinês“, né? Agora também na África!

Você entendeu, né? Cada um obviamente pretende expandir seu próprio mercado. Oras, os EUA não produzem quase nada de uso civil. O único, repito, o único produto que está em azul em sua balança comercial é o avião, o resto tudo no vermelho.

O que os EUA produzem, então? Armas. Muitas armas. Assim, natural que interesse aos EUA que o mundo tenha mais conflitos armados. Não importam a dor e as perdas humanas e materiais, afinal quem colhe os frutos amargos são outros povos e nações.

Natural, não? Quem fatura 1 trilhão por ano, 2 milhões por minuto todo e cada minuto evidentemente quer que esse fluxo permaneça e aumente. 2 milhões de mortos em 3 intervenções no mundo árabe? ‘Efeito colateral’.

Voltemos aos vizinhos (e infelizmente inimigos) Etiópia e Somália. Até a virada do milênio, igualmente miseráveis, e igualmente manipulados pelos EUA. A verdade tem que ser dita, tristemente a Etiópia já foi fantoche do Império Ianque. Em 2006 os EUA resolveram invadir por terra a Somália. Mas eles não iriam colocar seus próprios soldados ali, até porque eles já estavam ocupando – e morrendo em grande número – no Iraque e Afeganistão, então o Pentágono não tinha recursos humanos, logísticos e políticos pra iniciar nova ocupação.

Num trecho elevado no Centro, as duas linhas repartem o mesmo trilho. Por isso o trem azul passa pelo ponto verde. Atrás sempre modernos espigões sendo erguidos.

Lamentavelmente a Etiópia fez o serviço sujo pelos EUA, e ocupou a Somália. A Etiópia era miserável, e desgraçadamente aceitou o pequeno suborno que a CIA ofereceu. O desespero e a fome são maus conselheiros. Foi um erro grotesco, e não vou justificar. Logo a Etiópia entendeu o quão bizarro foi aceitar a proposta de ‘terceirização’ da ocupação somali. Enfrentou tremenda resistência, e cansada de sacrificar sua juventude por interesses imperiais alheios a Etiópia sabidamente retirou suas tropas da Somália, onde seus soldados jamais deveriam ter pisado pra conversa começar.

E como uma bênção voltou os olhos a outro império, o Chinês, que se expande pacificamente. Repito: a China é altruísta, pura e simplesmente? Obviamente não.

A China quer lucrar com sua expansão. Mas ela permite que os outros também lucrem. Ao se aliar a nação oriental, a Etiópia entrou numa espiral positiva de desenvolvimento. A China constrói. Ela é vista por centenas de milhões de africanos como o “Anjo da Vida”, como o Salvador. Caso você não saiba disso, eu perguntaria: alguma vez você se interessou a fundo em entender como os africanos Pensam e Sentem o mundo? Se sim, você sabe que estou dizendo a Verdade.

A infeliz da Somália teve o azar de cair na mira da CIA/Pentágono. Entrou numa espiral negativa de aniquilação do pouco que estava ali construído. Já era pobre, agora é o inferno na Terra. Os EUA, inversamente, destrói. O próprio “Anjo da Morte”. “Pássaro de metal põe ovos de fogo”, como diz na Profecia. Uma tropa de elite da força aérea ianque tem como símbolo literalmente a morte com a foice, não é maneira de falar.

Quem está se tornando mais rico e influente, e quem está esgotando seu poder?

……..

Pra que você nunca se esqueça: assim era a Etiópia antes da China chegar.

Quando eu estava em Joanesburgo, África do Sul, conversei com um taxista sobre a situação política do continente em geral. Ele disse que vão pra África do Sul centenas de milhares de imigrantes negros de outras nações africanas, o que eu já sabia, alias em Durbã conversei em português com um moçambicano operário da construção civil.

Voltando ao dia em Joanesburgo. A África do Sul é pobre, suas favelas são miseráveis, muito mas muito mais que as brasileiras. Mas, comparada a outras nações africanas, a África do Sul é riquíssima. O taxista me falou que os imigrantes se impressionam que na África do Sul as estradas têm asfalto, porque no interior da África até isso é luxo. Comentei a ele resumidamente o que falamos aqui, que está sendo separado o joio do trigo. Os EUA destroem, e estão destruindo não apenas aos outros como a seu próprio poder. A China constrói, e está erguendo a si mesma e a outras nações, em vários continentes.

EUA: mais de 50% do orçamento militar do planeta, zero km – sim, zero – de trens de alta velocidade. China: mais de 50% dos trens de alta velocidade do planeta, orçamento militar desprezível quando comparado ao Pentágono/CIA.

Diante do exposto, não resta dúvidas. Fiz esse desenho pra mostrar que lado estou no conflito China/Rússia x EUA/Otan.

A China quer estabilidade e crescimento, os EUA querem guerras e caos. Disse ao rapaz que dirige o táxi que a organização terrorista ‘Boko Haram’, que começou na Nigéria, já se expandiu e agora tem bases em países vizinhos como Senegal. E por quê? Eles deram esse salto exatamente quando os EUA, após derrubarem Gaddafi, saquearam o arsenal do exército líbio, e distribuíram a organizações terroristas clientes da CIA, como a ‘Al-Qaeda’ (cuja uma das facções se renomeou ‘Estado Islâmico’) e o próprio Boko Haram.

Mas a seguir arrematei: “Nem tudo está perdido. Pelas próprias Leis da Natureza, quem constrói vai vencer quem destrói. O fim do Império do Mal não tarda, nós o presenciaremos. E aí haverá paz na Terra. Que Deus Abençoe a África”.

O taxista respondeu: “Deus Abençoe você também, irmão. Que Assim Seja”.

Assim Será. Os Mansos Herdarão a Terra Purificada. A Etiópia e sua participação na Rota da Seda Chinesa já é a Semente da Nova Terra, a prova que quem constrói será abençoado, e irá prosperar. Enquanto os que com ferro ferem com o mesmo ferro serão abatidos. “Pássaro negro retorna ao ninho”. E o dia não tarda.

Amém.

Deus Abençoe a África, a Etiópia, e toda Terra.

Ele/Ela proverá

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